O que é Alzheimer?

O psiquiatra alemão Alois Alzheimer descreveu pela primeira vez a doença, que hoje leva seu nome, no início do século passado após estudar alguns casos atípicos de demência. Foi em 1907 que o termo doença de Alzheimer foi utilizado por ele para descrever uma doença neuro-degenerativa e de progressão lenta.

Sim, o primeiro diagnóstico da doença já comemorou seu centenário, e ainda assim o brasileiro estava chamando de caduco ou esclerosado o idoso que começava a esquecer em excesso, se afastando da família dentre outros sintomas que já ganhavam força em discussões na Europa e América do Norte.

Cuidado, nem toda demência é Alzheimer, mas o “alemão” é hoje a forma mais comum e de maior ocorrência entre idosos, sendo responsável por mais da metade dos diagnósticos de demência no mundo.

Tudo começa com o acúmulo de duas proteínas nocivas para o cérebro: beta-amilóide e TAU. Ao longo de anos elas criam placas que impedem a sinapse e “desconectam” os neurônios uns dos outros, fazendo com que morram e afetem nossas cognnições.

A doença inicia seu percurso no hipocampo, onde está nossa capacidade de criar e administrar novas lembranças e aprendizados.  O acúmulo dessas placas danifica o funcionamento do hipocampo, levando embora nossas lembranças mais recentes. Mas a doença também atinge a área do cérebro responsável pela linguagem, tornando mais e mais difícil encontrar aquela palavrinha, além de comprometer as áreas responsáveis pela lógica, tomada de atitude, resolução de problemas, controle de emoções e sensações, nossos sentidos, nossas memórias mais antigas e, em seu estágio mais avançado, compromete a área do cérebro responsável por controlar nossa coordenação, respiração e funções cardíacas.