Tem prevenção?

Eiiita que assunto necessário esse! Prepare-se para uma notícia chocante, pois se você quer evitar toda e qualquer chance de manifestar Alzheimer é muito simples: NÃO ENVELHEÇA!

É isso mesmo, por mais duro que possa parecer, o maior fator de risco para o Alzheimer é o envelhecimento. A partir dos 65 anos de idade o risco de ter a doença dobra a cada cinco anos. Me acompanha no cálculo: uma pessoa com 80 anos de idade tem então seis vezes mais chances de ter Alzheimer se comparado com um idoso de 65 anos.

Estatísticas mostram que hoje praticamente metade dos idoso que chegam aos 80 anos de idade vivenciam os primeiros sintomas da doença, sendo que uma parcela pequena tem manifestado um diagnóstico precoce entre 50 e 60 anos.

Existem alguns fatores de risco não modificáveis, por exemplo, os casos da doença em mulheres é maior do que em homens, mas isso se deve a diversos fatores como o fato da expectativa de vida da mulher ser mais alta do que do homem, fora o fato da mulher ir mais ao médico do que os homens que negligenciam alguns cuidados necessários. A sua mãe já fez uma mamografia, mas seu pai já fez o exame de próstata? Sim, homens cuidam menos de sua saúde. Em países europeus o número de mulheres idosas hoje é expressivamente mais alto em comparação aos homens, afinal de contas a segunda guerra matou cerca de 60 milhões de pessoas, em sua grande maioria homens, isso tem grande impacto nas estatísticas de hoje, os idosos que são filhos da guerra.

Também é importante falar que quase todas as patologias têm algum peso hereditário, transmitindo o risco do filho manifestar algum problema de saúde vivido por seus pais. No Alzheimer não é diferente, mas também não é preocupante, a carga hereditária da doença é muito pequena embora aumente os riscos.

Mas quando falamos dos fatores modificáveis a lista é imensa! Podemos citar a diabete, hipertensão, alcoolismo, tabagismo, depressão, sedentarismo, gordura abdominal, uma vida de isolamento social, solidão, obesidade, acúmulo de metais pesados no organismo, traumas cranianos, exposição a radiação, estresse, doenças imunológicas, abuso dos benzodiazepínicos, colesterol alto e baixo nível de escolaridade são alguns dos fatores que levam o idoso a manifestar a doença em sua velhice.

Traduzindo: uma vida de abusos contribui para o surgimento do Alzheimer. Quanto mais fatores de risco eliminarmos da nossa vida, maiores serão as chances de adiar ou até evitar o temido “alemão”. Todo abuso é prejudicial, já diria a minha avó.

Alguns países europeus diminuíram a incidência de Alzheimer, mas isso se deve a duras campanhas promovendo a qualidade de vida ao longo de muitos anos. Aliado a isso está a melhoria da educação em países de primeiro mundo, visto que a baixa escolaridade é um grande fator de risco. De quebra esses países acabaram “freando” a estatística global de crescimento da doença. Os países de baixa renda estão manifestando cada vez mais a doença de Alzheimer por questões simples: há menos qualidade para se viver e menos investimento em educação.

Resume-se então que uma vida sem abusos e a manutenção da saúde pode minimizar o estrago na nossa velhice. Deixa a cervejinha um pouco de lado e vai dar uma volta na quadra todo dia campeão!